Criminosos jogaram gasolina e incendiaram dois veículos em 2015. Três foram denunciados por causar incêndio em veículo de transporte coletivo e porte ilegal de arma de fogo. Ônibus é incendiado na quadra 407 Norte em Palmas
Divulgação
Em 2015, moradores de Palmas ficaram aterrorizados após dois ônibus do transporte público serem incendiados por criminosos. Sete anos após os crimes, o Ministério Público Estadual ofereceu denuncia contra três suspeitos de participarem dos atos.
A denúncia foi oferecida pelo promotor de Justiça João Edson de Sousa. Segundo consta no documento, o primeiro ataque aconteceu no dia 27 de fevereiro de 2015, na quadra 407 Norte. Os três entraram no transporte público e, armados, renderam motorista e passageiros.
Testemunhas relatam que os criminosos estavam armados e disseram: “Desçam do ônibus, vão embora, não queremos dinheiro, só queremos queimar o ônibus”. Logo em seguida, eles jogaram combustível dentro do coletivo, atearam fogo, deixaram uma carta para o motorista e fugiram. O conteúdo da carta não consta na denúncia.
No dia 28 de fevereiro, outro ataque foi registrado, por volta das 23h, na TO-050, no ponto de ônibus perto do Jardim Aureny IV, região sul da cidade. Conforme o inquérito policial, no momento, uma pessoa se passou por passageira e solicitou a parada do veículo.
Ônibus foi incendiado na TO-050, próximo ao setor Jardim Aureny IV
Divulgação/Paparazzo Fernando Alves Lima
Ao parar no local, o motorista foi rendido com uma arma de fogo e recebeu a ordem para descer junto com os passageiros. Logo em seguida, os criminosos, jogaram gasolina no veículo e atearam fogo.
O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas o próprio motorista conseguiu conter as chamas com o extintor do ônibus. Os criminosos fugiram a pé por um uma matagal.
Para o MPE, os denunciados praticaram o crime de causar incêndio em veículo de transporte coletivo e de porte ilegal de arma de fogo.
Apesar dos criminosos terem confessado a participação no incêndio de apenas um ônibus, existem indícios de que participaram também dos incêndios ocorrido nos dias que antecederam este crime, disse o promotor de Justiça.
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Fonte: G1 Tocantins
