Paciente chora e diz que não consegue fazer cirurgia no HGP mesmo depois de ser internado duas vezes

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Acompanhantes de pacientes da unidades relatam problemas para atendimento médico e até falta de materiais básicos para curativos no hospital. Pacientes reclamam da demora e falta de materiais para cirurgias no HGP
Só quem acompanha ou precisa ser internado no Hospital Geral de Palmas (HGP) sabe a aflição que é aguardar por procedimentos que podem demorar meses. Por causa desse e de outros problema, acompanhantes e pacientes relataram as dificuldades dentro da unidade e dizem que até a avaliação médica é demorada.
Com lágrimas nos olhos causadas pelo descaso, o aposentado Erimar Tomé Moraes já esteve internado pelo menos duas vezes por causa de problemas na próstata e pedras nos rins. O atendimento médico do município indicou que ele precisa fazer uma cirurgia. Internado de sexta-feira (11) até segunda-feira (14), ele nunca conseguiu ser operado e nem recebeu atendimento de um médico urologista. Sem alternativa, ele voltou para casa e só consegue urinar porque está usando um cateter.
“Eu não posso trabalhar com isso aqui e é doendo o tempo todo. Estou achando muito errado porque eu trabalho há 28 anos e nunca tinha precisado desse hospital. Hoje que eu precisei, cadê? Eu ganho um salário, como que eu vou pagar uma cirurgia?” lamentou.
O aposentado Erimar Tomé Moraes não consegue tratamento para os rins e próstata
TV Anhanguera/Divulgação
A mãe de Mayara Sanya está internada desde o dia 20 de outubro depois de ter um sangramento na cabeça e até esta terça-feira (15) não sabia quais as causas. “Até o momento não foi nos relatado de fato o que ela tem e da onde está ocorrendo esse sangramento. O sangramento está ocorrendo o tempo todo, onde ocorre o vasoespasmo e vai lesionando mais ainda o quadro dela”, contou Mayara.
A filha da paciente acredita que a mãe não está recebendo o acompanhamento necessário e que o neurologista só aparece quando ela apresenta alguma piora.
“Sexta-feira (11) já era para ter vindo reavaliar. Passou sexta, sábado, e domingo no final do dia que vieram reavaliar a minha mãe, mas porque a gente está aqui brigando”, reclamou.
Paciente está internada com sangramento na cabeça desde o dia 20 de outubro
Divulgação
Revoltada, Mayara cobra por melhorias nos atendimentos aos pacientes do HGP. “Eu quero respostas, quero atenção sobre a vida da minha mãe. Ela não é qualquer pessoa, ela é um ser humano. E não só quanto à vida da minha mãe, mas de muitos que eu vejo aí dentro e eles não dão a devida atenção”, disse.
Falta até material para curativos
Depois de sofrer um acidente de moto, o filho de Vanda Peixoto também está internado na unidade e segundo a acompanhante, não tem material básico para a realização de curativos. “Não tem esparadrapo, os insumos básicos, álcool 70, e ai eles estão pedindo para os pacientes comprarem”, explicou.
O que diz a SES
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que a mãe de Mayara está sob os cuidados conforme o protocolo estabelecido para seu quadro clínico. Sobre a situação de Erimar, a pasta explicou que o retorno dele para consulta ambulatorial no dia 23 de novembro, quando ele deve ser reavaliado para definir as próximas condutas médicas.
Quanto à reclamação sobre falta de medicamentos e insumos, a Secretaria disse que todas as unidades hospitalares seguem abastecidas para o trabalho de rotina.
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Fonte: G1 Tocantins