Os dois foram presos em junho deste ano no aeroporto de Porto Nacional. Eles cumprem pena por tráfico interestadual de drogas e associação para o tráfico no presídio de Palmas. Droga foi encontrada em avião
Polícia Civil/Tocantins
O piloto e o copiloto Lucas Marcos da Silva Pereira e Moyzes Henrique de Oliveira, presos após serem flagrados com 220 kg de pasta base de cocaína em um avião em Porto Nacional, foram condenados a 11 anos, sete meses e 18 dias de prisão. Conforme a sentença, os dois vão vão responder pelos crimes de tráfico interestadual de drogas e associação para o tráfico. O entorpecente era avaliada em R$ 72 milhões.
Leia também:
Tabletes de pasta base de cocaína apreendidos em aeronave no TO tinham rosto de Al Capone
Piloto e copiloto flagrados com 220 kg de cocaína em avião têm prisões preventivas decretadas
A sentença foi proferida na 2ª Vara Criminal de Porto Nacional, pela juíza Umbelina Lopes Pereira Rodrigues, após denúncia do Ministério Público do Tocantins (MPTO).
Lucas Marcos da Silva Pereira e Moyzes Henrique de Oliveira já estavam presos e cumprem a pena na Casa de Prisão Provisória de Palmas.
Aeronave foi interceptada no aeroporto de Porto Nacional
PM/Divulgação
A aeronave carregada com drogas foi apreendida em junho deste ano no aeroporto da cidade. O voo foi descoberto depois que a Polícia Civil de São Paulo prendeu dois homens em Jaboticabal (SP) e avisou a Polícia Civil do Tocantins sobre uma aeronave que possivelmente pousaria em Porto Nacional com drogas.
Depois disso as equipes da 7ª Delegacia de Investigações Criminais, com apoio da Polícia Militar, passaram a monitorar todas as pistas de pouso da cidade, inclusive o aeroporto. As drogas estavam dentro de malas e o destino final seria o estado do Maranhão.
Dias depois da localização da droga a Justiça converteu as prisões em flagrante em prisões preventivas.
Pacotes de cocaína com o rosto de Al Capone estampado são apreendidos vindo de Jaboticabal (SP)
Divulgação
Os tabletes de pasta base de cocaína apreendidos tinham etiquetas com o rosto de um dos mais famosos gângsteres da história, o Al Capone. Ele dominou o crime organizado em Chicago, nos Estados Unidos, durante o período da lei seca, na década de 1927. Aos 28 anos, sua fortuna era estimada em 100 milhões de dólares, fruto do jogo ilegal, tráfico de álcool e prostituição.
Ao decretar as prisões preventivas, a juíza autorizou a incineração de todo o entorpecente apreendido, a pedido da Polícia Civil, tendo em vista grande quantidade de drogas apreendidas e poucos recursos para a proteção e armazenamento.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.
Fonte: G1 Tocantins
